O poder da natureza através dos Orixás

Ogum-received_1066113200100286-mdExistem muitas crenças com base nas relações de natureza e ancestralidade ao redor do mundo, e o Candomblé é uma delas. Esta é uma religião afro-brasileira, com raízes no Yorubá – que também foi origem de várias outras religiões. Duas delas podem soar muito familiares a aqueles que estudaram sobre caminhos espirituais alternativos: o Vodu (da palavra “Vodun”), e a Santeria.

Quem são os Orixás?

O único ponto em comum destas religiões é o grupo de divindades da natureza chamados Orixás. Independentemente do que tenha sido difundido pelo senso comum, os orixás não são maldosos – mas também não são inteiramente bons. Na verdade, no Candomblé não há uma crença na dualidade dos conceitos de “bom” e “mau” – existe apenas o destino e a obrigação de seus praticantes de cumpri-los da melhor maneira possível.

Se você não é familiar com os orixás mas ama a natureza e quer conhecer estes Entes, é preciso abandonar os pensamentos dualísticos previamente adquiridos.

De um modo geral, os orixás podem ser imaginados como manifestações dos poderes da natureza, e assim chamados de deuses. No Brasil, Rio de Janeiro em particular, os dois orixás mais reverenciados são Yemanjá (ou Iemanjá) e Ogum. Por causa da necessidade de os praticantes do Candomblé terem que esconder sua adoração pelos Orixás dentro de um contexto católico, Yemanjá costumava ser chamada de “Maria negra” – ainda que seu nome seja de origem Yoruban e signifique “Mãe cujos filhos são como peixes”. Yemanjá controla os oceanos e também é chamada de “Deusa do mar” ou “Senhora em Azul”. Seu dia é a véspera do ano novo.

Ogum é comumente associado com São Jorge, e é o deus do ferro. Seu dia de ritual é 23 de abril e durante este dia, conhecido como o dia de São Jorge, festas e festivais acontecem para celebrar, com estatuas e figuras São Jorge em todo lugar. Ogum também é um deus guerreiro, e também o deus da caça.

Outro orixá importante é o Oxalá. Ele é considerado o mais importante orixá, por ser o pai de todos. Ele é conhecido, portanto, como o “Rei de robe branco”. Sendo o Deus da criação e da criatividade, seu elemento é o ar. Ele se manifesta de duas formas: como um jovem bonito e guerreiro, ou como um homem velho.
Além dos três orixás apresentados, existem vários outros. Mas enquanto somente alguns deles são lideres, não significa que todos eles nano são poderosos.

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